Guerra as drogas

As liberdades individuais estão sob a mão do poder estatal, cada cidadão deve ter o direito de usufruir e usar qualquer mercadoria vendida, nos dias de hoje as drogas são proibidas e criminalizadas pelo governo, as únicas drogas que podem ser consumidas no Brasil precisamente, são aquelas de interesse do estado, por exemplo, tabaco, álcool e substâncias químicas como qualquer remédio comercializado em alguma drogaria, ou seja, as drogas visam o lucro de um núcleo chamado Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A guerra contra os entorpecentes dura a anos, e continuará durando até que esse poder de decisão seja passado para o indivíduo, e não para o coletivo imaginário e democrático que reside em quase todo país do planeta Terra. A legalização é um dos passos importantes para uma comercialização do produto com melhor qualidade, mas quando é retirado o poder de venda de uma milícia narcotraficante e é passada para a mão de políticos burocratas, tem pouco sentido de efeito nesta troca de poder, porque é tirado o monopólio de uma gangue (grupo de traficantes) e é dado para outra gangue (grupo de políticos), é ocorrido poucas mudanças no trajeto, essa história é vista no Uruguai sobre a maconha, que dá pequenos passos e sofre duras regulamentações.

Como dito no paragrafo acima, a guerra contra as drogas são um fracasso, quem deseja consumir determinado produto ou contratar tal serviço, irá realizar isto, mesmo tendo uma canetada estatal em um guardanapo sujo, se uma pessoa é viciada em algo, ela vai ir atrás disso. Também porque é antiético e antimoral proibir certa substância, pois, um cidadão vai apenas prejudicar seu próprio corpo com essa substância, necessariamente não vai matar ou ferir a propriedade de outro indivíduo, é percebido esse cenário quando alguém ingere álcool, tem pessoas que causam mortes e outras não, é totalmente relativo e de cada ser humano.

Se uma pessoa sabe se colocar em seu lugar ao usar uma droga e outra pessoa não sabe, não é correto proibir o indivíduo que não agride ninguém por causa que a outra metade não sabe se controlar, isto se encaixa em um caso com álcool, alimentos, carros, armas e entre outros, por exemplo, quando um homem ou uma mulher sofrem abuso sexual, a culpa é inteiramente do estuprador e não de como a vítima se vestia, onde andava ou do que o criminoso consumia, se cometeu um crime tem que pagar com alguma pena extremamente drástica.

É interessante citar o fracasso da criminalização do álcool nas décadas de vinte e trinta nos Estados Unidos da América, na época ocorreu a conhecida “Lei seca” que proibiu bebidas e derivados do álcool para venda, logo grandes empresas saíram do mercado para não ter intrigas com o governo, então surgiu uma escassez no mercado, pessoas queriam consumir o produto, porque eles tinham essa necessidade, mas empresários bem intencionados não iam produzir isso, porque iriam arrumar problemas, com isso pessoas de má índole entraram nesse mercado ilegal, como não se tinha concorrência e era um produto escasso, o álcool era muito caro e mal produzido, um criminoso daquela década começou a se destacar, era o famoso Al Capone, ele ficou muito rico, pois o mesmo matava seus concorrentes e ficava com todos os clientes, assim mantinha o monopólio, assim continuou a guerra contra o álcool, até ele ser liberado anos depois e o mercado voltou a fluir, gerar empregos e entregas bons produtos. Esse pequeno exemplo se encaixa perfeitamente com o cotidiano brasileiro e com o traficante eliminando pessoas por não o pagarem, também matando seu concorrente ou filiado, vendendo um produto de péssima qualidade e entre outros.

Nessa realidade dos dias de hoje, apenas ricos conseguem usufruir de uma substância bem produzida, pois pobres não tem condições de comprar ou ter contato com um produto melhor. O narcotráfico é sangrento e miserável aos indivíduos que estão nesse ciclo. Apenas com a descriminalização é possível alcançar uma saída de vida melhor para todos, também porque não faz sentido lógico proibir a comercialização de um produto, ou seja, não faz sentido o estado se intrometer e regular a economia, pois acaba diminuindo empregos e geração de riqueza para todo o povo, lembrando que assim a segurança pararia de perder tempo com usuários e comerciantes que apenas praticam trocas e a lei de oferta e de demanda. O governo não manda em ninguém e nem é ditador do que é certo ou errado, você é livre para prejudicar a si mesmo, drogas sim podem aliviar um dia estressante, como exemplo um simples remédio para dormir ou um pequeno café, ainda com a prática do capitalismo de livre mercado fica muito melhor, todos ganham.

Com tudo isso, cada pessoa deve ser adulta e compreender que se não gosta de algo, não faz sentido proibir para quem gosta, apenas não consuma se não ser de acordo. Também que se houver demanda, vai existir oferta, mesmo as drogas sendo proibidas. Pare de acreditar nesta guerra, ela é sanguinária e cara para o seu bolso, pois seus impostos são revertidos para sustentar o bloco que vai atrás de usuários e comerciantes de certa substância proibida, isso é muito custoso para se criar mais um episódio neste ano. Seja a favor do indivíduo e lute pela sua liberdade.

Foto do escritor João Paulo Hotequil

Escrito por
João Paulo Hotequil,
atualizado no ano de 2020.